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Christophe Desjardins ou o intérprete criador
entrevista realizada em Novembro de 2005, por Diana Ferreira
fotografia: Jean-François Bauret
9/9

Entre os seus projectos futuros, há alguma ambição de dirigir um ensemble ou uma orquestra? Será isso um desafio?
Se isso acontecer, acontece, mas tenho a impressão de que não é essa a minha natureza. Gosto muito de dirigir, mas não sei…
E quais são os seus projectos para o futuro próximo?
Há um projecto em torno de Harold en Italie[3] [estreado a 15 de Outubro de 2006], em duas partes, sendo a primeira um espelho contemporâneo dessa obra de Berlioz e a segunda uma nova versão para um pequeno ensemble da obra de Berlioz, por Gérard Pesson.
E os compositores “do espelho”?
São quatro (um para cada parte da obra): Pedro Amaral, Morton Feldman, Ivan Fedele e Michael Jarrell.
As obras já estão escritas?
Estão praticamente todas terminadas.
[Tirando a de Feldman…] Serão estreias, então. E foi o Christophe que fez o convite?
Sim. Eu tinha este projecto desde há algum tempo.
Para além disso, há um Concerto de Philippe Boesmans, e uma peça para viola e electrónica de Philippe Manoury, com um sistema desenvolvido no IRCAM sobre a captação do gesto. Haverá um captador no arco que permitirá saber qual o gesto feito pelo arco, com a ideia de assim realizar a electrónica muito mais próxima do execução instrumental e da interpretação.
Hoje, mesmo com o ‘tempo real’, não há propriamente interacção entre a execução instrumental e a electrónica; uma interpretação diferente não vai propriamente mudar muito a electrónica. ¬
